domingo, 12 de fevereiro de 2017

Antonio Queiroz de França * Antonio Cabral Filho - Rj

Antonio Queiroz de França
é cearense de Jaguaretama, mas reside em Maracanau. É poeta cordelista, autodidata, integra a SOPOEMA - Sociedade dos Poetas e Escritores de Maracanau. É um escritor reconhecido por seu trabalho, pois imprime um caracter cada vez mais aprofundado aos temas que aborda. Exemplo: Manifesto Comunista, com o qual elaborou um cordel e que vem se popularizando cada vez mais. Além disso, se declara anarquista.
AQF tem outros trabalhos transformados em cordel, como o conto Os Três Anciãos, de Leon Tolstoi; tem ainda um apanhado em filosofia baseado em Homem, O Lobo do Homem, de Thomas Hobbes, filósofo inglês. Segundo ele, a ideia surgiu em função de o povo não saber o que não interessante o Estado divulgar, ótimo para ser aplicado em sala de aula, confirma AQF.

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Seu livro O Homem de Nazaré, pode ser encontrado aqui
http://www.livrariaandreoli.com.br/livro-homem-de-nazare-o-9788562410208,A48790.html
Seguem dois links para os amigos conhecerem-no melhor
1 - Socialista Morena
http://www.socialistamorena.com.br/o-manifesto-comunista-em-cordel/ 
2 - Jornal Inverta
http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/482/cultura/a-literatura-de-cordel-de-antonio-queiroz-de-franca-a-servico-da-revolucao 
3 - Seu Perfil No Facebook
https://www.facebook.com/antonioqueirozdefranca.queirozdefranca 
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Antonio Carlos Machado Teles - Poeta Goiano * Antonio Cabral Filho - RJ

Antonio Carlos Machado Teles / Poeta Goiano,
O autor de Ícaro Sem Asas, 
é bastante arredio e dele só sabemos que é goiano de Hidrolândia, oftalmologista aposentado e passou pelo Rio de Janeiro até conquistar a diplomação, depois partiu para Brasilia em busca do ouro, que acreditamos ter encontrado, senão estaria envolvido com coisas de somenos, tais como poesia...
Dele tudo que podemos oferecer é alguns poemas publicados em 2008 na página do Antonio Miranda:
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/goias/antnio_carlos_machado.html 
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sábado, 12 de novembro de 2016

Gonçalves Crespo / Antonio Cândido * Antonio Cabral Filho - Rj

Antonio Cândido Gonçalves Crespo
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A partir da contribuição do meu Primo/Amigo José Fabiano, dou início ao perfil deste imenso brasileiro, poeta, advogado e político que floresceu nas terras lusitanas graças ao seu pai, que o levou para tratamento de saúde.
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Minhas irmãs e meus irmãos,

"Antônio Cândido Gonçalves Crespo (1846-1883)

Nasceu no Rio de Janeiro, a 11/03/1846, sendo seu pai Antônio José Gonçalves Crespo, português, e faleceu em Lisboa, a 11/06/1883. Gonçalves Crespo optou pela nacionalidade paterna e, vindo para Portugal, matriculou-se em 1870 na Faculdade de Direito de Coimbra, na qual se bacharelou em 1875.

O VELHINHO

Aquele que ali vai triste e cansado,
E mais tremente que os juncais do brejo,
Foi outrora o mais belo e mais amado
Entre os moços do antigo lugarejo.

Nas fitas desse lábio desmaiado
Quantas mulheres trêmulas de pejo
Não sorveram os néctares do beijo
Dos trigais sobre o leito perfumado!

Hoje é velhinho, e fala dos franceses
Aos rapazes da escola e às raparigas,
Que não se cansam de ouvi-lo... As mais das vezes

Sobre a ponte, sozinho, ouve as cantigas
Das que lavam no rio, e o olhar estende
Ao Sol que ao longe na agonia esplende..."
🌸🌸🌸🌸🌸

Obs.: Gosto mais dos poetas parnasianos brasileiros...

Abraços do Fabiano e Meirezinha
"
A vida de Antonio Cândido Gonçalves Crespo em Portugal é digna de consideração por todos seus compatriotas nativos, uma vez que ele honra e eleva os valores paternos, dignificando assim o torrão que o viu nascer: Brasil; filho de mãe negra com pai português, estudou, formou-se e exerceu a cidadania lusa, galgando os salões literários, políticos e jurídicos, além de nos legar três obras de alto valor estético: Miniaturas, Noturnos e Contos Para Nossos Filhos.

Gonçalves Crespo Em Poesia
http://www.escritas.org/pt/l/goncalves-crespo 
Gonçalves Crespo Em Antologia Francesa
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/goncalves_crespo2.html 



Atividades Acadêmicas
http://memoriasimagens.blogspot.com.br/2012/06/tricentenario-de-camoes-em-1880.html 
Nocturnos
Biografia
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Porém, as informações que nos chegam da "pátria mãe" dão conta de que a última edição de suas Obras Completas datam de 1913, portanto há 103 anos. Para compreender "isso", só nos remetendo ao seu menu temático com que ficou famoso nos salão lá da "Torre do Tombo", exaltando escravos e negras na sesta da tarde. Eia a capa de suas obras...
Capa
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Antonio Ribeiro da Conceição / Mestre Bule Bule * Antonio Cabral Filho - Rj

Antonio Ribeiro da Conceição
 Mestre Bule - Bule
Blog Oficial
http://www.bulebule.com.br/#inicio
Biboca do Bule Bule / Blog de Cordel
http://bibocadobulebule.com.br/
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Cordelista, repentista, trovador, músico etc, direto de Antonio Cardoso - Ba.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Antonio Sanábria E Brogodó * Antonio Cabral Filho - Rj

Antonio Sanábria
Perfil Literário


"Antono Sanábria

O poeta e escrtor Antonio Sanábria Barreto nasceu no dia 18 de junho de 1947, em Maragojipe - Ba. e morreu em Salador - Ba, no dia 22 de junho de 2012. Sanábria era formado em Administração Pública e foi auditor fiscal do estado da Bahia. Teve uma participação muitto ativa na vida artística e cultural.de Salvador. Foi membro do Movimento Poético da Bahia, da Academia Castro Alves de Letras, da Cooperativa de Poetas e Escritores, da Galeria 13 e Criador do Clube da Cultura. Escreveu vários livros de poesias, contos e crônicas: Pedaços de Mim, O Verbo e as Quatro Estações, Meus Poemas Preferidos, Lilith, Transparente e Total, Boa Noite Cinderela . E a Vida Continua, Crônicas do Meu Lugar, Imagens do Tempo Antigo, Imagens Femininas, Luzes da Cidade, Pérola Negra, Tiára do Meu Pensamento, Todos os Sentdos, Bloco de Notas, Coisas do Coração, Arte de Menino não se Pinta e Divino, Telúrico.

Segue um texto do livro Arte de Menino não se Pinta, em que ele cita os nomes de alcuns companeiros da luta poética: 

O Preço da Palavra

Todas as manhãs um sol boceja e se levanta refazendo o tempo. Não esse tempo cronológico determinante e imutável, mas, aquele que entoca a esperança assanhada que nunca se esvai, e está sempre pronta a se levantar, mais uma vez, na tentativa incansável de encontrar o que queremos. Esse é o lado bom da vida! 
É esse tempero imaginário que sempre dá um toque especial ao sabor das nossas ansiedades inquietas, que estão sempre num processo constante de renovação em busca de cada momento novo, inaugurando desejos e alimentando sonhos. 
Quem dera pudesse ter tudo que quero! 
Quem dera pudesse dispor de tudo aquilo que necessito! 
Quem dera pudesse reencontrar quem desejo estar comigo! 
Nem sempre isso é possível. 
Nesse desencontro de igualdade me debruço na janela do tempo, e fico a espreitar o longe, apurando a vista que não avista as imagens que sonho. Afinal, elas não estão no futuro, mas, indubitavelmente, acomodadas no passado que a cada instante se distancia mais e mais, fugindo ao alcance das minhas ilusões, encerrando-se gradativamente nas covas perfiladas dos horizontes que um dia toquei com as mãos. 
Ah! Esse contrabandeado estrabismo! 
Ah! Essa visão antagônica! 
Ah! Esse adverso avesso que já proliferou cutaneamente na minha pele sensível. 
Ah! Esse contrário de tudo. 
Que bobagem! Sempre foi e sempre será assim. 
As coisas, as pessoas... desfilam pelas nossas vidas como truques de mágicas ilusórias que aplaudimos freneticamente até o próximo número, e assim, vamos seguindo até o encerramento do espetáculo, nada é eterno, de duradouro... só a morte. 
Por onde andam meus amigos? 
Por onde anda aquela troupe mambembe de sonhadores que se qualificava e se diferenciava pelas palavras ao vento, com seus versos inconsequentes , tão capazes de mudarem o mundo, revolucionarem o óbvio, e questionarem a razão? 
Faz anos que não os vejo, faz tempo que não os encontro. 
Quantas estações da minha vida já ficaram para trás, sentindo-se órfãs, sem seus sorrisos de verão; suas lágrimas de inverno; suas dores de outono; suas flores de primavera? 
Folheio os retratos do passado e lá estão: 
Benny do Carmo; Luiz Nazcimentto; Tonho dos Anjos; A.J. Cardiais; Aurivaldina Gleiser; Birão Santana; Jaboti; Gilson Nascimento; Néa Santana; Luiz Ademir; Rogéria Pita; Wagner Américo; Nyl Zuannis, Francisco Telles, Lucia Adães, e tantos e tantos outros poetas maravilhosos que semeavam letras colhiam melodias. 
Ah! Como a memória me é ingrata. É gente demais para uma parca lembrança. 
Onde estão registrados seus poemas, sonetos e canções? Por que este frustrante anonimato de quem tentou mudar o mundo? 
Guerrilheiros! Saltimbancos! Idealistas! 
Artistas completos e comuns, sem palcos e sem platéias. 
Soldadinhos de chumbo decididos a azerem a guerra e conquistarem a paz. 
Estandartes sem cores! Bandeiras sem mastros! Girassóis ambulantes em busca de um lugar ao sol. 
O cotidiano é um entrevero de opostos... será que vocês escolheram o lado errado da batalha? Acredito que não. No devido tempo fizeram o que era devido. 
Doaram o melhor de si e fizeram o mundo sonhar. Se mais não lhas foi possível é porque o destino assim não quis. 
Entretanto, a parcela contributiva de cada um para com a sociedade (esta indócil gananciosa que nada oferece a tudo cobra) foi paga. Se bem ou mal aproveitada não cabe a ninguém julgar. 
Aliás, quem seria o idiota metido à besta que se atreveria a tal fato? Os poetas possuem imunidade. A eles, somente a eles, é concedido o direito à total liberdade de expressão, mesmo que suas palavras, por vezes, lhes custem muito caro e, por consequência, sejam barradas, intransigentemente, nos pedágios humilhantes das estradas da vida. 
Lembranças minhas, meus diletos amigos. 
Continuo por aqui, entrincheirado, dispondo-me em capítulos solitários como um “malmequer-dos-brejos”, sem futuro e sem resposta. 
Para me defender, vivo a disparar flechas contra alvos fictícios, até que caia o último reduto protetor desta “Linha Maginot” que me circunda, e finalmente, seja vencido pelas tropas do Reich, uma vez que, diferentemente de vocês, consegui escapar do massacre da “Noite dos Longos Punhais”, mas, até quando vou resistir... sinceramente, não sei.. 
Meus amigos de sempre, lobos não caçam sozinhos, é tempo perdido.
Aquela esfuziante coalizão de forças foi desmantelada, o brioso exército aliado desqualificou-se, cada um tomou sua trajetória. Entretanto, aquele velho sonho continua lá... cada vez mais desprotegido.

Antonio Sanábria 
Em: Arte de Menino não se Pinta - 
Edição Caderno Literário - 2005 
EGBA - Salvador - Bahia "

Informe do Editor
Antonio Sanábria é um escritor baiano. Sabemos que teve uma vida atribulada, e devido aos parcos recursos, não conseguiu colocar seus livros no mercado formal como gostaria, embora tenha lutado bravamente de todas as formas para divulgar a sua obra.Uma dessas formas de projeção buscada pelo nosso Antonio Sanabria era a participação voluntária em eventos culturais, tais como os encontros literários promovidos pela Editora Contemp, reunindo centenas de pessoas em Salvador, no centro da praça pública, como podemos atestar pela matéria de Vera Matos
 http://www.recantodasletras.com.br/ensaios/4745575
Acima, seu livro "Arte de Menino Não se Pinta", edição do autor. Além deste, ele escreveu outro chamado Brogodó, muito comentado pelos fãs em sua "Págiana de Antonio Sanábria" no Orkut http://orkut.google.com/c11918971-t56cf81026c80822.html 
Mas trabalhando em seu escritório, Antonio Sanábria sempre estava pensando algo novo e surpreendendo seus leitores, como nos conta A. J. Cardiais sobre uma forma que ele criou de deixar o poema incompleto para fazer o leitor interagir. Confira http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/3329134 

Ao lançar seu livro "Brogodó - nos intrincados caminhos do amor", Krisnamurti Góes dos Anjos explica que o poeta e escritor Antonio Sanábria reúne neste livro dez pequenas histórias, todas protagonizadas pelo cão Bororó e em sua opinião, o mesmo representa apenas um disfarce, um duplo papel, um meio de colocar à distância comportamentos humanos e sociais sob um ponto de vista crítico e ainda um modo de chamar atenção para a sensibilidade e inteligência dos animais. 
Este comentário foi veiculado na Página Entretenimientoar, do Portal Terra na Argentina. Confira http://entretenimientoar.terra.com.ar/oscar/2009/interna/0,,OI224303-EI1538,00.html 

Em 2012, quando o Portal Impressão Digital http://impressaodigital126.com.br/?p=5398 conversou com diversos autores sobre os caminhos editoriais, Antonio Sanábria apresentou seu poemas em quadros emoldurados decorando a parede de sua sala e contava então com 65 anos de idade, já aposentado do cargo de fiscal de rendas, como demonstra a primeira foto acima.
Mas há outro livro ainda do Antonio Sanábria. É o Menina Branca - história que não te contei. Não encontrei comentários nem a capa, como no caso do Brogodó. Daí, podemos concluir: Antonio Sanábria deixou três livros editados, militou toda sua vida tentando alçar voo literário, mas não se tornou um nome sequer conhecido de muita gente, a ponto de nenhum dos seus amigos consultados por mim saberem informar data e local de nascimento, vindo a falecer em Salvador - Ba, recentemente. 
Agradecimentos ao amigo A.J.Cardeais - Ba
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